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Você conhece a Amazônia?

O Artigo de Hoje de nosso blog foi escrito por Daniel Simões Coelho

Bacharel em Ciências Econômicas pela UFES, pós graduando em Gestão Pública e atua na área
de Planejamento Orçamentário, Financeiro e Patrimonial da FUNAI no Amazonas.

Blog: www.academiaeconomica.com

Este texto vai tentar te mostrar como a maioria das pessoas sabem muito pouco desse complexo território e essa ignorância pode ser altamente prejudicial para questões importantes como meio ambiente, sociedade, cultura, nacionalidade, política e economia.

Arquivo Pessoal de Daniel Simões Coelho

Primeiramente você precisa saber que a Amazônia é uma floresta tropical única e que alcança os limites nacionais do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. No Brasil, onde se concentra cerca de 60% da floresta, a região amazônica compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, portanto, Amazonas é um estado e Amazônia é a região da floresta. Todavia, esse agrupamento é fruto de movimentação política e por força da legislação (Lei 1.806/1953), daí a denominação da região como Amazônia Legal.

No Brasil, o fato mais conhecido, talvez o único, seja a existência de grandes riquezas naturais na região. A Amazônia é rica em fauna: existem diversas espécies de animais únicas e pouco estudadas, acredita-se que algumas nem sejam catalogadas, é um tesouro para humanidade. Sua flora é abundante: plantas de todos os tipos e igualmente únicas e raras, sem mencionar a sua capacidade curativa, aromática e alucinógena. Recursos minerais invejáveis: é sabido da existência de ouro, diamante, petróleo e diversos outros minerais em solo amazônico, de alto poder econômico.

A floresta amazônica é considerada por muitos como o pulmão do mundo, fato já há muito desmistificado, pois segundo os cientistas a floresta consome tudo o que produz. Mas, evidentemente é uma fonte importante de equilíbrio para o ecossistema do planeta. O clima brasileiro e mundial dependem muito da floresta e certamente que a preocupação com o estado de conservação da mesma é legítima.

Todavia, a preocupação com a Amazônia não é derivada somente da questão da preservação ambiental. Nas palavras de muitos fazendeiros “árvore boa é árvore cortada”. A Amazônia muito longe de ser paraíso tropical é preponderantemente uma mina de ouro. Este é um dos conflitos a ser apontado, de um lado os defensores do meio ambiente que acreditam ser a floresta fonte de equilíbrio e devendo ser preservada. De outro, a fome capitalista por recursos naturais e que desejam a todo custo ter dela o máximo proveito possível.

O impasse comove até mesmo as entidades internacionais. Pode parecer estranho, mas grandes nações que destruíram suas próprias florestas hoje mostram indignação com a inércia do poder público na proteção das florestas brasileiras, na verdade é estranho mesmo. O sentimento nacionalista resumido na frase “A Amazônia é nossa” é a resposta contrária ao desejo de internacionalização da região, para que eles lá cuidem melhor do que nós mesmos não fazemos.

E esse é o segundo conflito existente na questão.

Há que se perguntar à maioria da população o que lhe vem a cabeça quando se pensa em Amazônia. Sem muito pensar, imagens de animais selvagens, floresta densa, rios perigosos e um ambiente isolado do restante da sociedade. Esse, talvez, seja um dos maiores erros ao se pensar de maneira global tudo que envolve o presente tema e estamos apresentando o terceiro conflito. Não só de bichos e plantas se compõem a Amazônia, mas de gente e muita. Segundo dados do Censo IBGE 2010 a população se aproxima da marca de vinte milhões.

E há aqueles que acreditam que a população amazônica é composta por indígenas semi nus andando com arcos e flechas. O que existe é o convívio entre indígenas, negros, brancos e estrangeiros, ora em um relacionamento pacífico, ora em situações delicadas. O fato é que toda estratégia a fim de impedir a destruição da floresta estará destinada ao fracasso se não for considerada a questão social. A população local ali se estabeleceu aprendendo a retirar da floresta os recursos que ela oferece.

Com exceção dos indígenas, a população é oriunda de outras regiões do país que para lá migraram em busca de fonte de renda, cita-se famoso período da borracha e a fase do ouro branco. Assim, não terá futuro qualquer política que desconsidere a fonte de renda desses milhões de habitantes. Retirar a possibilidade de extrair da floresta a riqueza  necessária pode transformar uma ação ambiental em desumana.

Desse modo, tornam-se mais fracas as campanhas contra a invasão estrangeira no território da Amazônia Brasileira. Visto que muito pouco adianta programas educativos e a conscientização ambiental lá no sudeste, se quem está dia-a-dia vivendo com a floresta compreende a sua importância, e muito mais do que isso, depende dela para sobreviver. Quer deixar de derrubar uma árvore? Garanta alternativas.

Para agravar o problema, o poder público é omisso, ressalte-se omisso e não ausente. Alheio a toda presença de entidades públicas por todo território nacional, muitas regiões amazônicas convivem com a falta de eficácia da legislação. Um problema que nem de longe é desconhecido pelo Estado, mas que é considerado bem melhor fazer vistas grossas. O estrangeiro sabe disso e se aproveita das fragilidades.

Os maiores e mais brilhantes estudos sobre indígenas, fauna, flora e recursos minerais amazônicos profundamente o que temos e é o que temos que eles querem. Assim, coloco o último conflito, de um lado o povo de lá que querem muito o que temos e cuida de agradar a população local. De outro lado, estão os brasileiros, signatários da luta em favor da soberania nacional, mas que agem com desdém com a população dessa importante região, considerando-os como selvagens e índios são de domínio estrangeiro, incivilizados. De lá eles sabem tudo e nós de cá sabemos quase nada.

FONTES DE INFORMAÇÕES AMAZÔNICAS

www.amazonia.org.br/
www.portalamazonia.com.br
www.globoamazonia.com/
www.coiab.com.br/

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2 Respostas

  1. Valeu pela publicação e pela parceria!

    Somente peço para consertar os links, pois foram sem o http:// e estão dando erros.

    Do mais valeu mais uma vez.

    maio 15, 2012 às 4:21 am

    • Olá Daniel!! Desculpa! às vezes na hora de publicar ocorrem esse tipo de problemas!
      Muito legal a nossa troca de informações!! Gostei muito!!

      maio 15, 2012 às 1:08 pm

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